A vereadora e professora Janaína Furtado ministrou, na noite desta segunda-feira (16), uma palestra no auditório do Instituto Federal do Acre (IFAC) – Campus Tarauacá, durante a aula inaugural dos cursos do Programa Mulheres Mil. O encontro reuniu mulheres participantes do programa, que busca promover qualificação profissional e inclusão social.
Convidada para participar da programação, Janaína abordou temas relacionados ao combate à violência contra a mulher, além de compartilhar sua trajetória de vida, marcada pela atuação na educação, no serviço público e na política.
Ao iniciar sua fala, a parlamentar agradeceu o convite e destacou que sempre trata as oportunidades ligadas à educação como prioridade em sua agenda.
“A educação transforma a vida das pessoas. Estar aqui conversando com vocês é uma oportunidade muito importante, porque a escola é um dos lugares mais valiosos para a formação de cidadãos”, afirmou.
Durante a palestra, Janaína relatou um pouco de sua história pessoal e profissional, ressaltando sua origem familiar ligada à educação e sua experiência como professora. Em seguida, conduziu um diálogo com as participantes sobre a importância do conhecimento e da conscientização para o enfrentamento da violência contra a mulher.
Debate sobre violência contra a mulher
O ponto central da palestra foi a discussão sobre violência doméstica e a importância da Lei Maria da Penha. Utilizando material educativo preparado para a atividade, Janaína explicou os cinco tipos de violência previstos na legislação brasileira:
Violência física: agressões que deixam marcas no corpo, como empurrões, socos e chutes.
Violência psicológica: ameaças, humilhações ou controle das amizades e do celular da vítima.
Violência sexual: quando há imposição ou constrangimento em relação a relações sexuais ou decisões sobre o próprio corpo.
Violência patrimonial: retenção de dinheiro, destruição de objetos ou controle dos bens da mulher.
Violência moral: xingamentos, calúnias e disseminação de mentiras.
A vereadora ressaltou que muitas dessas formas de violência ainda não são reconhecidas por muitas pessoas, especialmente a psicológica e a patrimonial.
“Violência doméstica não é normal. Respeito começa em casa. Precisamos aprender a reconhecer e denunciar para proteger vidas”, destacou.
Incentivo à denúncia e à informação
Durante sua fala, Janaína também alertou para os índices preocupantes de violência contra a mulher no Acre e reforçou a importância da informação como ferramenta de proteção.
Ela orientou as participantes sobre como agir diante de situações de violência e destacou a importância de buscar ajuda junto a pessoas de confiança, familiares, professores ou instituições de apoio.
A vereadora também lembrou da existência do Disque 180, canal nacional que recebe denúncias de violência contra a mulher e encaminha os casos para os órgãos responsáveis.
“Conhecer a lei é uma forma de proteção. Quando vocês entendem os seus direitos, podem ajudar a si mesmas, suas famílias e toda a comunidade”, afirmou.
O encontro marcou o início das atividades do segundo bloco do 4º ciclo do Programa Mulheres Mil, desenvolvido pelo Instituto Federal do Acre (IFAC), por meio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex).
Em Tarauacá, estão sendo ofertados os cursos de Operador de Caixa e Operador de Computador, com aulas realizadas no campus do IFAC. O programa tem como objetivo promover qualificação profissional, autonomia e inclusão social para mulheres em situação de vulnerabilidade.
O Programa Mulheres Mil conta com apoio de diversos parceiros institucionais, entre eles o Governo do Estado do Acre, por meio do gabinete da vice-governadora Mailza Assis, da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) e das prefeituras dos municípios contemplados.
Ao final do encontro, Janaína Furtado agradeceu o carinho das participantes e reafirmou seu compromisso com a educação, o fortalecimento das mulheres e a defesa dos direitos humanos.
“Meu desejo é que vocês estudem, cresçam, realizem seus sonhos e se tornem mulheres cada vez mais fortes, respeitadas e protagonistas de suas próprias histórias”, concluiu.
(ASSESSORIA)


