Tarauacá, 113 anos: um rio de memórias que nunca para de correr (Janaina Furtado)


No dia 24 de abril de 1913, nascia oficialmente uma cidade que já existia muito antes no pulsar da floresta, no sopro dos ventos e no canto ancestral dos povos originários. Tarauacá não começou em uma data — começou em um sentimento. E há 113 anos, esse sentimento ganhou nome, ganhou ruas, ganhou gente.

Tarauacá… palavra que vem longe, que nasce da língua dos primeiros habitantes, os Huni Kuĩ — os verdadeiros homens. Tarauacá, ou melhor, TARÁWAKÁ: o rio das tronqueiras, o rio que carrega histórias, o rio que nunca esquece.

Aqui, cada pedaço de terra guarda memória. Antes mesmo de qualquer registro, já havia vida pulsando entre os povos indígenas, como os Kaxinawá e Jaminawá, que ensinaram ao tempo o significado de pertencimento. Depois vieram os ciclos, as transformações, o período da borracha, os sonhos de quem chegou e decidiu ficar.

Tarauacá cresceu assim: entre desafios e conquistas, entre enchentes e verões de praias extensas, entre o barro das ruas antigas e o brilho de um futuro que insiste em nascer todos os dias.

É conhecida como a terra do abacaxi grande — e não é exagero. Aqui, até a natureza parece querer impressionar. Mas Tarauacá vai além: é também terra de gente grande. De mentes brilhantes, de poetas, pensadores, escritores que levaram o nome da cidade para o mundo, como J. G. de Araújo Jorge, Djalma Batista e Leandro Tocantins.

É também a terra da beleza — da mulher bonita, como diz o povo com orgulho — e da simplicidade que encanta. Uma cidade onde o rio dita o ritmo, onde a floresta abraça, onde o tempo não corre… ele conversa.

Hoje, aos 113 anos, Tarauacá não é apenas uma cidade. É uma resistência viva. É uma história que continua sendo escrita por cada morador, por cada criança que nasce, por cada família que acredita.

São mais de 45 mil corações que batem juntos, construindo diariamente uma terra que mistura tradição e esperança. Uma cidade que aprendeu a ser forte sem perder a ternura. Que aprendeu a crescer sem esquecer suas raízes.


Tarauacá é rio.
É tronco.
É memória.
É futuro.


E, acima de tudo, é amor.

Parabéns, Tarauacá, pelos seus 113 anos. 💚

Vereadora Janaina Furtado
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